João PernambucoQuando e onde nasceu: João Pernambuco, violonista e compositor, nasceu no dia 2 de novembro de 1883, na cidade de Jatobá, Pernambuco.
Com quem aprendeu a tocar violão: aprendeu a tocar violão com cantadores sertanejos como Bem-te-vi, Mandapolão, Manuel Cabeceira, o cego Sinfrônio, Fabião das Queimadas e Cirino Guajurema.
Mudando de cidade: em 1904, transferiu-se para o Rio de Janeiro, indo residir com sua irmã Maria. Era analfabeto; nunca freqüentou uma escola, mas possuía sólida cultura popular, que viria a se refletir no estabelecimento de sua personalidade artística. Teve diversas profissões não ligadas à Música, mas sempre reservando algumas horas noturnas para se dedicar ao violão. Morou numa pensão, na rua Riachuelo, onde veio a conhecer Donga e Pixinguinha (que ali também residiam), Sátiro Bilhar, Catulo da Paixão Cearense e o escritor Afonso Arinos, que costumava promover reuniões musicais em sua residência e os visitantes habituais eram os moradores da pensão.
Gravando o primeiro disco: em 1912, realizou gravações como solista de violão, pelo selo "Phoenix". Seguiram-se naturalmente outras gravações, não apenas como solista, mas também acompanhando cantores da época.
Conjuntos Musicais: organizou o "Grupo do Caxangá", conjunto de inspiração nordestina, tanto no repertório como na indumentária. Esse conjunto contava com nomes como Pixinguinha, Donga, Quincas Laranjeira, Zé fragoso, entre outros. Depois, Pernambuco organizou a "Trupe Sertaneja", apresentando-se em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Quando Pixinguinha formou o grupo "Os Oito Batutas", João Pernambuco não participou da primeira formação desse conjunto, pois estava nessa ocasião lecionando violão, tal como Quincas Laranjeira, na "Casa Cavaquinho de Ouro". Mas, logo a seguir, passou a integrar "Os Oito Batutas", apresentando-se em São Paulo e seguindo para o Nordeste. No repertório constavam cantos, toadas, lundus, choros de autoria do próprio João Pernambuco, de Pixinguinha, Donga, etc.
João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense: quando Pernambuco conheceu Catulo, já era um compositor de choros, canções e toadas sertanejas e profundo conhecedor de gêneros do folclore nordestino. Cantou para Catulo algumas dessas cantigas, dentre as quais o coco "Engenho de Humaitá", que pouco tempo depois iria se transformar na célebre canção "Luar do Sertão" e a toada "A Cabocla de Caxangá". Ficou muito ligado a Catulo e passaram a se apresentar em residências ilustres do Rio de Janeiro como as de Afonso Arinos e Rui Barbosa. Em 1924, Catulo incluiu em seu livro "Mata Iluminada", as letras de "Luar do Sertão" e "Cabocla do Caxangá", sem fazer qualquer referência a João Pernambuco. Alguns historiadores acreditam que se tratava de temas do populário musical nordestino, recolhidos por João Pernambuco.
Sua Ultima Composição: compôs em 1947 a sua última obra: "Canção do Violeiro", sobre versos de Castro Alves.
Grandes Músicos que Regravaram sua Obra: em 1978, o violonista Turíbio Santos lançou o LP "Choros do Brasil", onde revive a obra de Pernambuco, destacando-se o célebre choro "Sons de Carrilhões" e também "Graúna", "Dengoso", "Interrogando", "Pó de Mico". Em 1993, em homenagem ao centenário de seu nascimento, a Funarte lançou LP com a participação do pianista Antonio Adolfo e do grupo "Nó em Pingo DÁgua" e em 2000, o violonista Caio César lançou o CD intitulado "João Pernambuco", tendo somente músicas do compositor pernambucano.
Quando e Onde Morreu: João Pernambuco morreu no dia 16 de outubro de 1947, no Rio de Janeiro.