Baden PowellQuando e onde nasceu: em Varre Sai, distrito de Itaperuna, no dia 6 de agosto de 1937. Aos 3 meses de idade mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde passou a infância.
Início da vida musical: quando criança, brincava com o violino do pai, mas foi ao violão que se dedicou de forma definitiva.
O primeiro professor: aos 8 começou a estudar com Jayme Florence, que tocava no Regional de Benedito Lacerda. Influenciado por Garoto e Dilermando Reis ingressou aos 12 anos na Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro aonde se aprimorou.
A primeira apresentação: aconteceu aos 9 anos, na Rádio Nacional, no programa "Papel Carbono", de Renato Murce, ganhando o prêmio de melhor solista de violão pela interpretação de "Magoado" de Dilermando Reis. Participou também de outros programas populares da época.
Estudo com Moacir Santos: os estudos com Moacir foram ligados à parte de exercícios de composição. Em cima dos modos gregos desse estudo brotaram os seus "afro-sambas".
Início da vida profissional: aos 15 anos, com autorização do Juizado de Menores, passou a tocar na noite carioca. Aos 18 anos, passou a fazer parte do trio de Ed Lincon, tocando jazz na boate Plaza, em Copacabana.
Primeiro sucesso: em 1962, quando compôs com Vinícius de Morais, "Samba em Prelúdio", gravado por Geraldo Vandré e Ana Lúcia.
Viagem à Europa: na década de 60, realizou diversas viagens à Europa, apresentando-se em Paris e na Alemanha. Compôs a trilha sonora para o filme "Legrabuje" além de ter sua composição "Samba da Bênção", com Vinícius de Morais, incluída na trilha sonora do filme francês "Um homem e uma mulher".
Viveu por muito tempo na Europa, passando 4 anos na Alemanha.
Os filhos no mesmo caminho: nNum show em Salvador, apresentou seus filhos Phillippe (ao piano) e Louis Marcel (no violão) como músicos profissionais.
Seus grandes sucessos: para citar apenas alguns: "Samba em Prelúdio", "Apelo", "Berimbau", "Canto de Ossanha", "Formosa", "Samba da Bênção", "Consolação" (todos estes com Vinícius de Morais), "Lapinha", "Quá, quara, quá, quá" (estas duas com Paulo César Pinheiro), além de preciosas obras compostas originalmente para violão.
Estilo inconfundível: Baden era dono de um estilo forte, personalíssimo, que fazia com que jorrasse dele uma criatividade, aliada a uma técnica cheia de raça e de garra. Sua influência, no estilo de tocar o violão, se faz presente em muitos violonistas até os dias de hoje.
Quando e onde morreu: Na cidade do Rio de Janeiro, em 26 de setembro de 2000.